Neste carnaval tive uma gratificante experiência: Generation Kill.
Trata-se de uma produção para a HBO (canal pago) baseada no livro de Evan Wright. A minissérie foi feita pra televisão e dividida em 7 episódios com aproximadamente 70 minutos cada um. Mas você nem percebe o tempo passando.
Este cara (Wright) era repórter da Rolling Stones e acompanhou a 1º RECON (batalhão de reconhecimento dos marines/fuzileiros) na guerra do Iraque em 2003 e escreveu (quase) tudo o que viu: erros dos oficiais superiores; falta de suprimentos que iam desde librificante pras armas até comida; insanidade, muita insanidade.
O forte da série não é baseado em batalhas sangrentas ou cenas fortes de matança. Se você quer isto, assista “Em busca do Soldado Ryan”. Pra absorver a proposta da série, focalize no contexto histórico, nas várias cores impressas por cada soldado em um painel atordoante sobre a invasão com motivos forjados de um país longínquo. Os motivos foram forjados ? Mas nem por isso o invadido estava inocente. Há luta contra incessante contra o tédio, contra a falta de objetivo e pra tentar se manter vivo a despeito dos desacertos ocorridos.
As coisas acontecem muito rápida e intensamente.
Gosto de livros e filmes com a temática guerra, não é novidade. Mas estou satisfeito . Superou a expectativa. As horas destinadas a este lazer valeram. Recomendo.
Se você é como eu que só consegue parar quando a série termina, aconselho começar a ver quando tiver tempo suficiente pra assistir as mais de 8 horas em frente à tv. E não assista com a cabeça cansada. Pode perder o melhor.
Algumas citações:
“Senhor soldado, obrigada por me deixar passar por minha estrada em meu país…“
“Esses caras de pijama não vão nos matar. Quem vai nos matar serão os nosso oficiais.“
