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Archive for the ‘Versos’ Category

João Morreu

João morreu, ninguém ouviu
Eu vou distribuir panfletos
Dizendo que João morreu
Talvez alguém se recorde
Do João que falo, eu

(Sandra Mara Herzer)

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Já Houve

Havia um campinho
  Onde jogávamos futebol
Havia uma cachoreira
  Onde tirávamos o suor
Havia um clube
  Local de danças e conquistas
Havia a galeria
  Local de brincadeiras e encontros
Haviam os restaurantes
  Onde nossos pais se iam
Haviam os sítios e fazendas
  Onde haviam as aventuras
Haviam os colégios
  Nos preparando para a vida ?
Haviam as namoradas
  Criancices levadas a sério
Havia uma sociedade hipócrita
  Exemplo a não ser seguido
Haviam os rapazes mais velhos
  Ensinando todas as sacanagens
Haviam as meninas da nossa rua
  Companheiras de festa, adversárias nos jogos
Haviam as das outras ruas
  Nem sabiamos disto ainda
Havia a igreja
  Onde íamos rezar e ver roupa nova
Haviam os canteiros da praça
  Onde tudo começava
Haviam as putas
  Como em toda cidade
Havia um certo garoto
  Quieto, pacato, simples
Havia a falta de sonhos e ambições
  Uma caminhada sem destino
Havia depois uma cidade maior
  Onde tudo era abundante
Havia a perda da inocência
  O mal é sempre abundante
Havia a perda da esperança
  O bom é sempre escasso
Havia o horizonte mais largo
  Novos sonhos, novos medos
Havia a quebra com o passado
  Mas lembranças não se apagam
Havia a saudade da infância
  E de todo o bom que está guardado

(entre 1999 e 1995)

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Rainha

Se eu pudesse um dia
Te faria rainha
Rainha do meu ser
Rainha do meu poder
Eu te sentaria no meu trono
Apenas pra ter o prazer de te servir
Te servir em tudo
Acariciar tua pele
Saciar teu desejo
Fazer tuas alegrias
Calar teu silêncio
Ser tua felicidade
Te amaria por toda a vida
Te daria minha vida
E se você não a quisesse
Poderia dar o fim que desejasse
Pois ainda continuaria sendo tua

(Edgar e Sidartha Duque – entre 1988 e 1990)

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Amanhã

Olhar o amanhã
Faz você se libertar do ontem
Deixar a tristeza de lado
É a única chave do teu caminho
Viver para o presente
É o único modo de crescer
Já é tempo de saber
Que é você quem faz seus sonhos
A hora está próxima
Não é difícil, acredite em você
É teu único direito, liberte-o
É a tua luz, faça-a brilhar
Pois você nunca passará de novo pelo mesmo caminho
E se alguma vez você tropeçar e cair
Terá o consolo de saber que está dando tudo de si
E assim descobrirá
Que poderá vencer

(Suely Poliana Santos Duque – entre 1988 e 1991)

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Mar

Tudo um mistério
Tudo um canto
Tudo uma beleza
Firmeza contida na água
Algas
Peixes
Frutos
Natureza conhecida pelos sentimentos
Nascer
Viver
Morrer
Continuar sempre em seu leito
Brincar
Voar
Andar sobre sua nascente
Prazer contínua das aves que habitam as margens
Água
Ondas
Mar
Mistérios desconhecidos

Greezy Santos Duque  (entre 1988 e 1991)

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Meu Medo

Cuidado com o vento
Pois ele pode nos arrastar contra a parede
Nos fazendo acordar
Com a dor amarga
Da perda de nossos sentidos

Cuidado com o sol
Pois ele pode nos fazer recordar
Do dia em que perdemos um amor
Nos derretendo por dentro

Cuidado com a chuva
Pois ela pode nos fazer sentir
A frieza interior
De uma palavra amarga

“Tudo na vida
É motivo de medo
Até mesmo a própria vida”

Cuidado com a escuridão
Pois ela pode nos fazer lembrar
Da morte que nos rodeia
Esperando a hora do embarque

“Tenha sempre a lembrança da luz
Pra se sentir limpa interiormente
E também pra que se sinta
Rodeado de amor por todos os lados”

(Greezy Santos Duque – entre 1988 a 1992)

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Me Diz

Tu só querias viver
o presente
E agora o que tens
em mente
Se o teu intenso presente
Inerte passado se fez ?

(entre 1990 a 1993)

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